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Extraído da íntegra do Jornal
Pancas Hoje
Foi às 15 horas e 30 minutos do dia 13 de maio de 1963 que
Pancas se emancipou, desmembrando do município
de Colatina, pela lei número 1837 de 21 de fevereiro de 1963.
A emancipação se deu no governo do Dr. Franscisco Lacerda de
Aguiar, então governador de estado do ES. Ficando assim o
município de Pancas com os seguintes distritos:
Laginha, Alto Rio Novo, Vila Verde, e em 1980 São Lourenço passa
a ser distrito chamado Palmerindo. Em 1987 Alto Rio Novo passa a
ser município com o distrito de Palmerindo.
A COMARCA
No dia 14 de novembro de 1968 às 18 horas em sessão ordinária, a
Assembléia Legislativa do Estado do ES, com a presença de 38
deputados, sob a Presidência do deputado José Moraes, aprovou a
lei de organização judiciária do estado, que reza a criação das
Comarcas de Pancas, São Gabriel da Palha e Montanha. A Lei foi
sancionada pelo governador Christiano Dias Lopes Filho, no dia
23 de dezembro de 1968 que recebeu o número 2369.
No dia 7 de novembro sob a Presidência do desembargador Vicente
Vasconcelos, então presidente do Tribunal de Justiça do Estado,
do Governador Chistiano Dias L. Filho, do Prefeito de Pancas
José Nunes de Miranda, do Juíz de Direito instalados Paulo
Nicola Capolilo, do Promotor de Justiça Dr. Luiz Silva Ferreira
Neves e outras autoridades, foi inaugurado o prédio de nossa
Comarca, que recebeu o nome de Fórum Desembargador José
Cupertino de Castro Filho. Foram nomeados para exercer o cargo
de Juiz de Direito e de Promotor de Justiça, os Drs. Paulo
Nicola Capolilo e Luis Souza Ferreira Neves, respectivamente
Juiz de Direito substituto e Promotor da Comarca de Pancas.
A COLONIZAÇÃO
Afrontando febres, animais selvagens e índios, os mineiros
começaram a ocupação da região no ano de 1918. Sebastião Cândido
Barbosa (Sebastião Laurindo) e Sebastião Luiz de Souza foram os
primeiros, mas foi entre 1925 e 1930 que chegou o maior número
de colonizadores, iniciando as origens da tradição familiar
capixaba. Depois de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, através
de Afonso Cláudio, Santa Tereza, Santa Leopoldina, vieram os
alemães. Mais tarde em 1940 os alegrenses descobriram Pancas.
São da fase inicial do desbravamento: Carlos Roos, Januário
Pedro Ribeiro, Franz Onesorge, Rodolfo Ferreira de Mendonça,
José Alves de Souza, Alexandrino de Abreu e Silva, Antônio
Olímpio da Rocha, Maria Melado Vogt, José Joaquim Pinto, Jose
Sodré de Souza, João Ribeiro de Barcelos, entre outros.
OS NOMES
Nossa Senhora da Penha foi o seu primeiro nome, instalado em 15
de janeiro de 1930, e criado pela lei 1486, de 5 de setembro de
1924 com sede no atual distrito de Vila Verde e transferido para
a atual cidade de Pancas pela lei 1554, de 30
de junho de 1926. Santa Luzia foi seu segundo nome, depois Vila
Pancas, para chegar a Pancas em 13 de maio de
1963.
O NOME PANCAS
Fontes históricas e dados incompletos tem dificultado as
pesquisa. Todavia nada impede de continuar voluntariamente,
pista sobre o nome de Pancas, que a quase meio
século vem provocando polêmica entre os estudiosos.
A última pesquisa sobre o nome Pancas foi
mostrado pelo ditador Manoel Milagres Ferreira.
Como uma homenagem ao velho e carinhoso amigo à sua formidável
inteligência, oferecendo abaixo seus estudos sobre a origem de
Pancas.
Nas encostas orientais da cordilheira dos Aimorés, ali pelo
noroeste do ES, situa-se uma cidade e uma coletividade
complementando, de muito boa vontade a região que constitui um
dos mais novos municípios capixabas: "Pancas"
Não temos notícias de que algum órgão oficial ou escritor de
história se tenha manifestado sobre o significado topônimo Panca
ou Pancas, hora objeto de nossa cogitações. No entanto ouvimos
de madeireiros e serradores de madeira, a confirmação do nome e
uso de utilíssima peça de madeira e de boa qualidade, medindo o
mínimo de 3,5 metros por 40 centímetros de rodo por que se
remove as grossas toras cortadas nas florestas para os depósitos
de engenhos de serra ou para os vagões ferroviários.
-
Panca (singular) alavanca de madeira, estaca calçadeira,
espeque etc;
-
Pancas (plural) dificuldades apertos etc.
Os significados diferentes, pelas simples transposição para o
plural revela uma das particularidades do rico idioma
Luso-brasileiro, o qual é lídimo representante o filólogo
Cândido e Figueiredo. Este Lecsicólogo português não altera as
definições de seus colegas de cá, e ainda as aborda em dois
verbetes distintos: Panca e Pancas, sendo que nessa Segunda
acepção o dicionarista exemplifica o seu uso transcrevendo
Camilo Castelo Branco em "Enxertada" e Afrânio Peixoto em
"Bugrinha".
Em outro verbete – PALANCA – Cândido de Figueiredo e longo e
explícito: versa todos os aspectos e seu uso no território de
influência portuguesa d'além mar. A dita PANCA como a contração
da "PALANCA" (vol 2o, 14a publicado em
Lisboa e Rio simultaneamente).
Em qualquer dos dois sentidos, o vocábulo é do idioma vindo com
Cabral em 1500 e se tornou conhecido na colônia, desde quando os
primeiros toros de "pau brasil" foram encaminhados à Europa.
Diante desta evidência e de outros documentos, não haverá mais
argumentos que dividem qualquer entrelaçamento do nome
PANCAS, do município e do Rio afluente do Rio Doce, com
linguajar dos indígenas Botocudos – que viveram nas abas
orientais da Cordilheira limítrofe Minas/Espírito Santo – e
outras vertentes para o Rio Doce.
Informações retiradas do site da
Câmara Munipal de Pancas
www.cmpancas.com.br |